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Francisco Motta

Francisco Motta Neto, casado com Denise, que trabalha na administração da IBCU. Uma filha, Cíntia, que é Enfermeira. Pastor Batista, torcedor do Guarani, desenvolve trabalho de visitas e assistência junto ao Serviço de Capelania do Hospital das Clínicas da UNICAMP. Na IBCU desenvolve o ministério de ensino na Escola Bíblica e Koinonia.
Notícias
É O QUE BASTA
Ontem, lá no HC-UNICAMP,
fui visitar uma senhora, a Dona Maria, que deve ter uns 40 e tantos anos. Fui a
pedido dela mesma através de uma enfermeira. A Dona Maria é evangélica e queria
a presença de um pastor. Depois das apresentações, ela me explicou, chorando,
porque havia mandado me chamar: “É que Deus me abandonou”.
Olha a situação dessa
coitada: o marido ganha só um salário mínimo, que obviamente não cobre as
despesas da família, tem duas filhas que estão desempregadas há mais de 2 anos,
e ela não pode trabalhar por estar doente, doença que a levou a ser internada e
que gradativamente está se agravando. Depois de contar tudo isso ela repetiu:
“Deus me abandonou, pastor”. E mais, a Dona Maria falou que ora e as coisas
pioram cada vez mais!
Eu fiquei sem saber o que
lhe falar. Numa vã tentativa de consolá-la, falei que o Deus que conheço não
faria isso com ela, mas enquanto falava lembrei-me do Salmo que Jesus orou, ou
cantou, ou declamou, sei lá, quando estava na cruz, e também se sentiu
abandonado:
“Deus meu, Deus meu, por
que me desamparaste? Por que se acham longe de minha salvação as palavras de
meu bramido? Deus meu, clamo de dia, e não me respondes; também de noite, porém
não tenho sossego.” (Salmos 22:1-2)
Até a hora em que fui
deitar aquilo me incomodou, mas um pouco antes de dormir me ocorreu a resposta:
“ (...) A minha graça é
tudo o que você precisa, pois o meu poder é mais forte quando você está fraco.”
(2 Coríntios 12:9 NTLH) Em outra versão lemos “A minha graça te basta”.
Essa afirmação nós a
podemos entender como Deus falando a cada um de nós: “Mesmo eu sendo o que sou
eu o quero e não o rejeito, mesmo sendo você o que é. E isso é o suficiente
para a sua felicidade”.
Devemos amar a Deus pelo
que Ele é, e não pelo que Ele pode fazer para nós. Ou de outra forma, nós
devemos adorá-Lo pelo que Ele fez POR nós, e não pelo que pode fazer PARA nós.
Deus não tem nenhuma obrigação de nos dar (ou manter) bens, saúde e até mesmo a
vida de nossos amados. Querer obrigá-Lo a isso é tentar em vão diminuí-Lo.
Note o pensamento de Jó
depois de perder tudo, inclusive todos os filhos: “Nu saí do ventre de minha
mãe e nu voltarei; o SENHOR o deu e o SENHOR o tomou; bendito seja o nome do
SENHOR!” (Jó 1:21)
Agora, um pequeno problema:
como falar isso tudo para a Dona Maria? Ainda não sei.
Motivo de Oração:
Pelos 15 jovens
universitários do Projeto TUM-TÁ que
trabalharão esse ano comigo no HC-UNICAMP.
Abraço.
Xyko Motta
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