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Paulo Adolfo e Raquel Rodrigues

Nascidos em lares cristãos, são casados há onze anos, com duas novas filhas, Mayara e Tainara. Raquel é filha de missionários e estudou teologia e missiologia nos Institutos da Missão Novas Tribos do Brasil. Fez o curso de auxiliar de enfermagem e música sacra. Paulo é formado em medicina com especialização em medicina geral e comunitária. Estudou teologia e missiologia na Faculdade Teológica Batista de Campinas. Realizaram curso lingüístico e antropológico na missão ALEM. Trabalharam durante três anos entre os Yanomamis de Roraima e hoje estão no centro de treinamento AMI, localizado na Chapada dos Guimarães - MT.
Notícias do Campo
Chapada
dos Guimarães, Fevereiro de 2010.
Realizamos
uma síntese do nosso ministério através de um “jogo” de perguntas e respostas.
Esperamos que isso possa aproximá-los de nós em oração.
·
Qual
o grupo alvo do ministério de vocês? Indígenas.
·
Vocês
moram em uma aldeia? Não. Já moramos no passado, mas no ministério atual
moramos na zona rural do município de Chapada dos Guimarães-MT, na chácara do
Centro de Treinamento Ami.
·
Há
indígenas nessa chácara? Sim, os indígenas vêm fazer estudar
no Ami.
·
O
que Significa Ami? É uma palavra hebraica que quer dizer “meu povo”.
Encontramos esse termo no Antigo Testamento em diversos textos, mas um bem
conhecido é o trecho de II Cr. 7.14.
·
O
que os indígenas estudam? Estudam a Bíblia, aprendem noções de
serviços gerais como horticultura, criação de animais (galináceos e futuramente
peixes), alvenaria, hidráulica, elétrica, marcenaria, mecânica, saúde, tudo com
o objetivo de formar liderança cristã forte ao serviço cristão, através de
discipulado teórico-prático.
·
Como
é a rotina semanal no Ami? Temos aulas bíblicas durante os
períodos das manhãs de 2ª a 6ª feiras. Nas tardes de 3ª a 6ª feiras, temos
encontros com os alunos para o aprendizado das noções serviços gerais citadas
acima. Dentro de um “currículo informal” os professores participam com os
alunos em atividades esportivas e de lazer, fazem encontros nos lares, têm
bate-papos nos momentos das tardes, fazem viagens a aldeias junto com os alunos
para práticas ministeriais, onde compartilhamos os princípios da vida cristã de
forma bem aplicada. São momentos onde aproximamos mais dos corações dos nossos
irmãos e podemos ser úteis para ajudá-los a crescer na fé em Cristo.
·
Quer
dizer que vocês, Paulo e Raquel são professores aos indígenas?
Sim, fazemos parte de uma equipe de professores e damos aulas bíblicas, de
metodologias de ensino, de saúde e de noções básicas em manutenção. O Paulo
também exerce a medicina.
·
Quantas
etnias (grupos indígenas) estudam no Ami? Mais de 25
etnias passaram pelo Ami para estudar. Só no ano passado tivemos 14 etnias
convivendo juntas aqui.
·
Qual
o número de alunos que estão estudando? Em 2009 estudaram 45
alunos entre casados e solteiros. Neste ano esperamos aproximadamente 50
alunos.
·
Em
que língua(s) são dadas as aulas? Todas em português. Mesmo
sabendo da dificuldade de muitos com nosso idioma, e sabendo das limitações,
ainda não temos professores falantes dos idiomas dos grupos que procuram o
Centro de Treinamento. Apesar de toda essa limitação, temos visto o Senhor agir
no nosso meio fazendo-nos superar muitos desafios e promover o crescimento na
fé de nossos irmãos indígenas.
·
Por
quanto tempo os indígenas estudam no Centro de Treinamento Ami?
Se o aluno tem um nível de compreensão do português suficiente para acompanhar
o curso bíblico, o mesmo pode terminar o curso em três anos. Caso seu nível de
conhecimento de português seja insuficiente, ele tem que fazer o “supletivo”,
espécie de treinamento intensivo na língua portuguesa durante um ano. Nesse
caso o aluno pode se formar em quatro anos.
·
Quais
os maiores desafios a esse ministério? Adaptação dos
indígenas ao contexto da escola (especialmente dos alunos do 1º ano), Convivência
dentro de ambiente multicultural, ou seja, formamos, tanto professores como
alunos, um salada de culturas convivendo juntos (brasileiros não indígenas,
canadenses, estadounidenses, e aproximadamente 14 culturas indígenas), Contextualização,
que quer dizer a capacidade de tornar o ensino relevante ao(s) grupo(s) a quem
se deseja atingir.
Esperamos ter ajudado a entender mais do ministério por aqui, mas caso ainda haja dúvidas estamos a sua disposição para esclarecer. Entre em contato conosco por e-mail: pauloequel@yahoo.com.br ou pela Caixa Postal 91 – Chapada dos Guimarães-MT, CEP: 78.195-000.
Abraços
de Paulo Adolfo, Raquel, Maiara e Tainara.
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