Cabedelo, 27 de abril de 2011.
Queridos,
Este mês foi bem diferente e curto para tantas atividades diferenciadas. Logo na primeira semana recebemos a visita de um missionário (Givaldo) que é deficiente visual. Comentei sobre ele nas visitas às koinonias o tempo que estivemos aí. De tempos em tempos ele precisa vir à Funad (orgão do governo que expede as carteirinhas para deficientes) para uma avaliação médica. Estivemos acompanhando o Givaldo nestes dias, sempre alegres com a presença bem humorada e contagiante deste rapaz.
Em seguida, recebemos outra visita, de uma família de São Paulo (Raul, Giane e o filho Daniel), que vieram para conhecer a Juvep (base) e o trabalho realizado no sertão. Fomos primeiramente à Sousa. Thomaz e Mayra nos hospedaram. Conversamos muito sobre o projeto radical sertão, campos e estratégias, visitamos um sítio e também fomos ao rancho dos ciganos levar uma doação de roupas. Infelizmente não pudemos ficar para o culto daquela noite, pois o tempo deles estava apertado.
Nos dirigimos à Itaporanga numa viagem demorada e cansativa por conta da chuva e dos milhares de buracos nas estradas de lá. Pedro e Sueli (missionários) nos receberam. A conversa ali girou em torno do seminário local que está carecendo urgentemente uma pessoa para assumi-lo. Combinei de ministrar uma aula naquele seminário no final de junho.
Tentamos, no domingo à tarde, alcançar um vilarejo na área rural de um município vizinho, mas a chuva e a péssima condição da estrada de terra nos impediu de avançarmos mais. O casal ficou profundamente impressionado com a carência (espiritual) do sertão e estão bastante inclinados a virem trabalhar aqui. De volta à base, concentrei-me em terminar de escrever o devocionário para o próximo projeto. Graças a Deus consegui terminar bem antes do previsto e já está nas mãos da revisora (Karen Zambeli).
Semana passada aconteceu o Congresso da Juvep aqui em JP, e todos os obreiros da missão acabam se envolvendo para a realização deste grande evento. Trabalhávamos das 7:00 da matina até 11:30 da noite sem parada! Foi muito cansativo, mas valeu a pena. O congresso foi muito bem sucedido. Durante e depois do congresso (terminou no sábado, 23), conversei muito com um pastor, ex missionário na África, que quer alcançar comunidades quilombolas no nordeste.
É bastante desafiadora a proposta e abre mais um leque de oportunidades e necessidades. Sei que os descendentes quilombolas desta região são bem discriminados por alguns motivos, sendo os dois principais briga por posse de terras com os coronéis (famílias tradicionais que monopolizam a política e as terras) e o racismo puro, pois a maioria da população sertaneja é branca. Esta semana estamos colocando a casa em ordem. É hora de tirar um pouco o pé do acelerador e pensar na próxima viagem, que está marcada para... esta sexta, dia 29.
Agradecemos ao Senhor por todas as oportunidades que Ele tem nos dado aqui.Agradecemos por Ele ter nos trazido até aqui.Orem por nosso ministério e nossa família.
Que o Senhor abençoe a todos nós.
Reinaldo e Tina, Pedro, Célia e Julia

















