Editorial da Semana: Fabio Grigorio
Provavelmente você já ouviu dizer ou já disse que o brasileiro tem memória curta, expressando que nós, brasileiros, temos a capacidade de esquecermos rápido das coisas, sejam elas boas ou ruins.
Olhando para as Escrituras, acredito que poderíamos dizer que o povo de Israel também sofria deste mal. Em várias situações podemos perceber o povo se rebelando contra Deus pouco tempo depois de serem libertos da opressão do Faraó, ora reclamando pouco tempo após terem suas necessidades supridas de forma sobrenatural pelo Senhor e por vezes entrando em um ciclo de falhas, como percebemos em Juízes, que envolve um esquecer-se do Senhor, ser punido, arrepender-se, ser liberto e logo retomar o ciclo do esquecimento e distanciamento de Deus.
É possível que em função desta “memória curta”, e também por causa do Seu grande amor para com o Seu povo, é que Deus, em vários momentos manifesta a importância do lembrar-se dos Seus feitos, ou a importância de não se esquecerem de Sua Palavra e atuação (Ex 13.3; Dt 9.7; Js 1.13; Is 46.9). Com estas instruções, creio que o propósito do Senhor não era apenas preservar na memória os fatos, mas sim, uma vez que estes fossem preservados poderiam ser lembrados os acontecimentos, mas também trariam à memória as lições aprendidas, poderiam reajustar o foco quando necessário, manter o temor ao Senhor e em alguns momentos ensinar a outros acerca de quem é e o que pode fazer este Deus maravilhoso (Dt 6.5-9).
Diferente dos que têm “memória curta”, dizem que há alguns que têm “memória de elefante”. São os que possuem uma mente privilegiada com a capacidade de registrar uma grande quantidade de informações e mantê-las “vivas” em sua memória, podendo lembrar-se com facilidade do acontecido ou da informação. Acredito que é este tipo de memória que o Senhor quer que tenhamos, de um modo especial para as coisas concernentes a Ele.
Que a “memória curta” possa ser usada para aquelas situações que de fato não valem a pena ser lembradas, muito menos nutridas, mas para as experiências que temos tido com o Senhor, para Suas instruções, para Sua Palavra, que possamos desenvolver a “memória de elefante”, capaz de guardar uma grande quantidade de informações e constantemente lembrar-nos de fazer o bom uso das mesmas.
“quero trazer à memória o que me pode dar esperança.” (Lm 3:21)

















