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Editorial da Semana: É Tudo uma Questão de Perspectiva

Um jovem rapaz, em uma sala de espera de hospital, aguardava ansioso por notícias sobre uma delicada cirurgia em andamento. Depois de amargar várias horas de espera, ele avista o médico vindo em sua direção. Estava cabisbaixo e com o semblante bem sério. O médico chega diante dele, fita-o por alguns instantes e dispara: "tenho péssimas notícias sobre a sua mãe...". O Jovem corrige o doutor: "ela não é minha mãe, é minha sogra". Ao que o médico se retrata: "então eu tenho ótimas notícias para você!". Faço um apelo ao bom humor das sogras que lêem esta história fictícia!
A perspectiva com que encaramos os acontecimentos das nossas vidas fará toda a diferença sobre nosso comportamento, expectativas e experiências com Deus. Um crente e um descrente vivendo a mesma experiência deverão necessariamente encará-la sob óticas absolutamente distintas.
Para um descrente, é válido distorcer um pouco a verdade para concretizar um negócio. Para um crente, perder um negócio porque foi fiel à verdade em honra ao seu Deus é um grande ganho (Sl 15:1-2).
Para um descrente, ser hostilizado e perseguido pelo chefe por causa das suas posições é uma grande fonte de descontentamento. Para um crente, ser hostilizado e perseguido pelo chefe por causa da obediência a Cristo é um grande privilégio (Mt 5:11).
Para um descrente, os problemas desta vida são fonte de tristeza e ansiedade. Para um crente, os problemas da vida são catalisadores de crescimento e cooperam com a maturidade cristã (Rm 5:3 e Tg 1:2).
Para um descrente, a morte de um ente querido também descrente é fonte de profunda tristeza e desespero. Para um crente, a morte de um ente querido também crente é triste pela saudade, mas a certeza do reencontro futuro é reconfortante (1Ts 4:16-17).
Para um descrente, a iminência da morte ou sua proximidade deveria produzir um medo angustiante e uma aflição extrema. Para um crente, morrer é partir para estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor (Fp1:23; 2Co 5:8).
Para um descrente, aplicar-se por maximizar o gozo dos prazeres carnais é aproveitar ao máximo da sua efêmera existência. Para um crente, esta vida é uma peregrinação onde as paixões carnais fazem guerra contra a alma (1Pe 2:11).
Infelizmente é possível a nós, crentes, encararmos a vida com a perspectiva equivocada de um descrente. Nossa ética será convenientemente elástica, procuraremos a falsa paz do anonimato, seremos derrotados pelos menores problemas, lutaremos com o medo doentio da morte e buscaremos avidamente gozar os prazeres da carne em detrimento do nosso chamado à santidade e pureza.
Se vestirmos os óculos dos descrentes colheremos como resultado uma mornidão de vida que causará náuseas no nosso Senhor (Ap 3:16-17).
Empenhe-se por encarar a vida pela ótica da Fé verdadeira e viva plena e abundantemente desfrutando da comunhão e bênçãos transformadoras de Deus.
Vlademir Hernandes
